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A crise que vão plantar na sua cabeça!

fev 27, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em A crise que vão plantar na sua cabeça!

Crise é sempre assim: vem alguém, coloca uma semente, rega todo o dia com uma notícia catastrófica e todo mundo vai acreditando, até que ela se instala, primeiro em alguns e depois na maioria. Você não quer ser “algum” nem a maioria? Então não aceite a crise; não ouça a crise; não abra os braços para a crise; não coloque a crise na sua casa, nem nos seus negócios. O amuleto contra a crise é o trabalho positivo, a criatividade, a superação diária, a mudança veloz, a resistência inabalável.

Não é novidade para ninguém o desarranjo e a mediocridade gerencial dos governos brasileiros, todos, em todos os tempos, de norte a sul, com raras exceções. Então não se preocupe com algo que todos já sabem como funciona.

Isto não quer dizer que os mares estão e estarão calmos, nem que o turbilhão arrastará tudo o que estiver na frente. Assim como inúmeros empreendimentos sucumbirão, outros se erguerão. Exemplos não faltam. Seja em tempos de crise, seja em tempos de forte crescimento, muitos empreendimentos sucumbem enquanto outros prosperam. 

Arregace as mangas e parta para o trabalho. É a melhor solução contra a crise. Foi demitido do seu trabalho? Arranje outro diferente. Tentar repetir velhas histórias é sempre mais desgastante do que escrever histórias novas.

A maioria das pessoas detesta realizar mudanças, porque fazer tudo igual é sempre mais cômodo. Então provoque seu cérebro a aceitar as mudanças mais rapidamente. Flexibilize-se. Utilize o seu tempo para procurar caminhos complementares e estudar mais.

Acredite que a crise vai existir, mesmo, para aquele que desiste ou que esmorece. É hora de acelerar, porque, em muitas circunstâncias, a melhor defesa é o ataque. Bata forte em quem tenta plantar uma crise na sua cabeça e siga em frente!

O que um salão deve pesquisar para se antecipar aos fatos?

fev 25, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em O que um salão deve pesquisar para se antecipar aos fatos?

Preste bem atenção nesta definição. Pesquisa, de uma forma bem objetiva, é uma investigação sobre algo que você precisa ou quer saber e não sabe nada sobre ela ou não tem certeza se é da forma como você pensa que é. Nisto há dois pressupostos: primeiro você precisa de uma dúvida, segundo você precisa investigar. Não existe pesquisa sem dúvida e não existe pesquisa sem que se investigue através de perguntas.

Normalmente os salões não pesquisam nada. São recheados de certezas sobre a sua própria natureza. Ficam olhando para o seu próprio “umbigo” como se ali estivesse o centro do universo. Já sabem tudo sobre o seu negócio e sobre seus clientes. Os salões estão certos?

Os estudos no campo do neuromarketing, que permitem compreender o comportamento do consumidor considerando o funcionamento do cérebro humano e como ele trata as necessidades de consumo, têm mudado uma parte da história do Marketing. Imagine isto colocado a serviço da vaidade, do bem estar e da beleza.

É utilizando muita pesquisa, inclusive no campo do neuromarketing, que as grandes corporações fornecedoras de cosméticos ganham espaços cada vez mais significativos nos hábitos de consumo de mulheres e homens.

Talvez nem precise ir tão longe

Um salão pode começar pesquisando o público que vive ao seu redor, nos 500 metros de raio (algo como 5 quarteirões de 100 metros). Quem são as pessoas e famílias, como vivem e  o que esperam de um salão de beleza? Qual o salão que frequentam e por quais motivos? Quantas vezes por ano? Quais os serviços que realizam? Qual o tipo de produto que consomem? Por que não são clientes do meu salão? Você pode saber isto, mas você pode não saber tudo que precisa saber.

Você pode pesquisar empresas. Sim. Para verificar a possibilidade de desenvolver parcerias que possam fortalecer negócios de ambas as partes. É fundamental compreender como os empresários reagem a uma proposta concreta de parceria. Não há outra forma senão perguntando.

 Você pode pesquisar os seus próprios clientes. O que eles acham do seu salão? Estão satisfeitos? O que mais gostariam de ter? Como se relacionam com os serviços e prestadores de serviços do seu salão? Possuem alguma ideia que possa contribuir com o seu desenvolvimento?

Você pode pesquisar os seus ex-clientes. Você sabe os motivos que afastam os clientes do seu salão? Você perdeu clientes por que alguns profissionais foram embora do salão, ou havia algo mais a ser considerado? O que você pode oferecer evitar que a saída de profissionais afete drasticamente a demanda do seu salão?

Estes são exemplos concretos de como as pesquisas podem ajudar a melhorar o desempenho dos negócios de beleza. Há dezenas de outras boas possibilidades, mas o segredo é começar com a curiosidade de um cientista ou de um investigador, que quer saber mais sobre uma questão, sobre um fato, ou com a curiosidade de uma criança que quer saber o porquês da coisas, destruindo o mito irreal e megalômano de que já sabemos tudo sobre todos. 

“Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes” podem fazer muita diferença para quem quer ter vida de “autônomo”!

fev 24, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em “Os 7 hábitos de pessoas altamente eficazes” podem fazer muita diferença para quem quer ter vida de “autônomo”!

E quais são estes hábitos, sistematizados por Stephen Covey*?

1. Ser Proativo – não fique parado esperando. Perceba o que aconteça ao seu redor, avalie corretamente as situações e parta para a ação.

2. Começar com o Objetivo em Mente – você precisa saber onde quer chegar. O que você quer para a sua vida? Não crie amarras mentais.

3. Primeiro o Mais Importante – há sempre milhares de coisas para fazer, mas o que realmente importa? O que fazer primeiro?

4. Mentalidade Ganha-Ganha – assim como você não gosta de sentir que perdeu numa situação, ninguém gosta. Então como fazer para todos se sentirem ganhadores?

5. Primeiro Compreender, Depois ser Compreendido – o mundo não gira em torno de ninguém, então é melhor compreender os outros para poder se situar de uma forma mais correta em qualquer contexto.

6. Criar Sinergia – 1 + 1 = 3 quando se tem sinergia e quando as pessoas interagem de forma positiva e motivada. Sinergia é um fator fundamental para o sucesso do trabalho em equipe.

7. Afinar o Instrumento – há inúmeras formas de buscar o equilíbrio físico e emocional para interagir positivamente com o mundo que nos cerca. Pessoas eficazes buscam o equilíbrio pessoal para evitar o desequilíbrio nas situações de convivência consigo mesmas e com os outros.

Você pode não acreditar, mas, na prática, é difícil obter sucesso pleno e duradouro sem desenvolver pelo menos uma parte dos sete hábitos. Ler o livro e praticar os hábitos é aconselhável para todos que querem ter vida de “autônomo”.

*Stephen Covey também escreveu diversos outros livros tendo este como base, como: “Os sete hábitos das famílias altamente eficazes”, “Vivendo os sete hábitos: histórias de coragem e inspiração” e o “Oitavo hábito”.

A vida além da “caixinha de surpresas”

fev 23, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em A vida além da “caixinha de surpresas”

Há inúmeras frases que tentam dizer ou explicar o que é a vida. Uma delas diz, com precisão,  que a vida é uma “caixinha de surpresas”. Muitas coisas que acontecem em nossas vidas estão completamente fora do previsível e vêm para mudar tudo.

Temos que enfrentar a tal “caixinha de surpresas” como uma realidade de nossa caminhada sobre este planeta e compreender que há uma parte de nossas vidas sobre a qual não temos a menor possibilidade de intervenção. Quando viemos a Terra temos que enfrentar forçosamente uma parte destas questões, pois não nos coube nenhuma escolha sobre a nossa própria concepção. Nascer é daí, um fato e, muitas vezes, uma fatalidade, com o perdão da quase redundância.

Ao longo da vida vamos compreendendo que não somos super-heróis imortais. Os limites de nossos atos não são só estabelecidos pela lei, mas pelas próprias contingências da vida. Vamos também compreender, ao longo dos anos, que há pessoas que nunca vão se convencer disto, porque se consideram acima de tudo e de todos, até o dia em que morrem. Neste dia o rolo compressor da extinção passa sobre os restos de todos, da mesma forma.

No plano concreto da vida temos muitas coisas que podemos fazer além de esperar que “a caixinha de surpresas” se abra. Há muito a ser feito e realizado pelas pessoas para evitar que tudo se transforme numa surpresa, ou seja, todos nós podemos intervir sobre uma parcela das variáveis para conviver com as surpresas de uma forma mais amena.

É por este motivo que os planos podem ser úteis. Eles diminuem a probabilidade de ocorrência de eventos incontroláveis em áreas ou em situações em que as variáveis podem ser minimamente mais controladas. Se você sabe que vai viajar de automóvel não saia com pneus gastos, com pouquíssima gasolina, sem cinto de segurança e com o limpador de para-brisas quebrado. A probabilidade de você passar por problemas aumenta à medida que as normas de segurança deixam de ser observadas. Se você trabalha numa empresa que paga bem e que trata bem os colaboradores, evite gerar desconforto interno. A probabilidade de demissão aumenta quando as normas de convivência sadia são quebradas.

A maioria das pessoas deste planeta tem dificuldade para estruturar planos e para seguir planos. Se não fosse assim talvez a humanidade formasse uma sociedade mais equilibrada. O cérebro humano tende a rejeitar a racionalidade dos planos. Então as pessoas trabalham no campo do “seja o que Deus quiser”, esquecendo que o livre arbítrio nos dá a liberdade de fazer escolhas e muitas escolhas que deixamos para o “acaso” fazer, poderiam ser feitas por nós mesmos, de uma forma mais adequada.

Logicamente, da mesma forma, a escolha do modelo a ser usado para administrar a sua própria vida depende só de você. Fazer da vida uma “caixinha de surpresas” ou deixar a surpresa só para o que não podemos planejar é uma escolha individual. Quanto maior a área ocupada pela caixinha, maior a probabilidade das coisas saírem completamente do seu controle.

Promoção é muito mais do que redução de preços!

fev 20, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Promoção é muito mais do que redução de preços!

Quando você ouve falar em promoção em uma loja, supermercado, ou num salão de beleza, qual a primeira coisa que vem na sua mente? Se você falou redução de preços está dentro de um grupo de 85% de pessoas que respondem da mesma forma. A resposta corresponde ao que se associa a palavra, mas o termo vai muito além da redução de preços.

Promoção no contexto do Marketing é todo esforço realizado por uma empresa, ou organização, para fazer com que haja incremento de demanda, ou de aceitação de seus produtos ou serviços. São milhares de possibilidades, dentre as quais se encontra a redução de preços, porque o ser humano tende a responder às reduções de preço com incremento de demanda. Nem sempre isto é realidade e, muitas vezes, a redução de preços gera o efeito contrário, ou seja, a redução nas vendas, além da redução da lucratividade. Então o primeiro passo para acionar as ferramentas e técnicas promocionais adequadas e compreender a dimensão do Composto Promocional.

O Composto Promocional engloba alguns conjuntos de ações/ferramentas:

  • Vendas e Marketing Direto;
  • Publicidade e Relações Públicas;
  • Propaganda;
  • Merchandising;
  • Promoções propriamente ditas.

É possível deduzir que a dimensão do Composto Promocional é muito amplo e que imaginar em “redução de preços” de forma única e direcionada, talvez não seja a melhor solução para uma empresa que tem por objetivo crescer de forma sustentada.

Em um Salão de Beleza você pode atrair mais clientes dizendo que seu ambiente é climatizado, do que oferecendo um serviço adicional gratuito. Você pode atrair mais clientes colocando um produto numa pilha do que enfatizando a redução de preços em um cartaz. Você pode obter mais clientes saindo para oferecer os serviços do salão na vizinhança, do que colocando um banner dentro do Salão comunicando preços menores ou descontos percentuais. Você pode atrair mais clientes fazendo  postagens bem elaboradas no estilo “antes e depois” no Facebook, do que reduzindo o preço dos serviços. Todos são exemplos de promoção.

Promoção é um trabalho incessante do Marketing , exige criatividade, planejamento e disciplina na execução.  Você pode promover o estímulo ao cadastro de novos clientes, executando campanhas de Marketing Direto Impresso, sempre com material diferenciado, junto a um público de interesse, ou ainda:  fazer campanhas na comunidade incluindo escolas; promover desfiles na rua; patrocinar eventos cujo público alvo seja compatível com o seu. Você pode anunciar na rádio local ou em  outdoor de boa visibilidade, você pode promover o lançamento de novos serviços e serviços de estação, fazer campanha junto aos organizadores de festas, casamentos, fotógrafos, empresas de locação de roupa. Você pode oferecer serviços para empresas, para melhorar a apresentação de quem atende ao público. Você pode melhorar a apresentação de suas soluções internamente dentro do salão e fazer campanhas de indicação, nas quais as próprias clientes são estimuladas a trazer novos clientes. Enfim, é necessário fazer uma lista de duzentas possibilidades para escolher as mais adequadas, do ponto de vista promocional. Isto dá mais de trabalho do que reduzir preços, mas viabiliza um resultado bem mais positivo.

Uma empresa sem regras vira uma desorganização e raramente sobrevive

fev 13, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Uma empresa sem regras vira uma desorganização e raramente sobrevive

O termo “organização” possui diversos significados, mas ele sempre trará a noção de ordenamento. A família ou o grupo familiar mais próximo é, normalmente, uma organização, núcleo social de um ordenamento mais amplo. A empresa é uma organização. É praticamente impossível conviver harmoniosamente em grupo, dentro dos diversos grupos aos quais pertencemos, sem nenhuma ordem. Este é o motivo pelo qual o ser humano estabeleceu regras de convivência. Este é o motivo pelo qual existe um governo. Governar é direcionar, administrar. Há regras a cumprir em todos os lugares: em casa, na escola, na igreja, no clube, na associação, na comunidade, no condomínio, na empresa, na cidade, no estado, no país e em todos os países do mundo.

Vivemos, todos nós, incluindo os Salões de Beleza, subordinados a inúmeras legislações e, como partes integrantes de uma sociedade, temos que obedecer leis que regem as sociedades e grupos aos quais pertencemos. A Constituição Federal, o Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Tributário, a Consolidação das Leis do Trabalho, as normas estabelecidas para o funcionamento dos negócios nos municípios, as regulamentações da ANVISA e muitos outros, são exemplos de normativas que temos que seguir. Em tese não podemos descumprir este conjunto de leis alegando desconhecimento, porque eles são de conhecimento público, a partir de suas respectivas publicações. O exercício da cidadania pressupõe o conhecimento das leis pelo cidadão.

Então quando se fala em estabelecer regras dentro de um Salão de Beleza, se fala da estruturação de um código de convivência indispensável, principalmente quando esta organização presta serviços a terceiros e está submetida a milhares de regras, que muitas vezes são desconhecidas por empresários, colaboradores e parceiros. Muitas vezes a falta de conhecimento leva o público em geral a uma simplificação exagerada dos modelos organizacionais, enquanto eles são, verdadeiramente, complexos.

Um Salão de Beleza precisa desenvolver suas normativas, preferencialmente de forma cooperada e participativa, envolvendo dentre outros, os seguintes temas:

  • política de atendimento aos clientes – da recepção à despedida;
  • apresentação pessoal e uso de uniformes;
  • política de uso de telefones e smartphones, incluindo o do Salão;
  • limpeza, higiene e conservação;
  • consumo de produtos e uso dos serviços do salão pelos parceiros e colaboradores;
  • horário de entrada e de saída;
  • comunicação da disponibilidade e indisponibilidade de agenda;
  • fiscalização dos estoques de produtos com prazo de validade;
  • sincronização dos serviços;
  • velocidade de atendimento / finalização de serviço;
  • anotações na comanda – elementos de verificação de produção e rendimentos;
  • comissão sobre as vendas;
  • política de concessão de cortesias para clientes;
  • discrição e cuidados na comunicação interna;
  • controle do ruído;
  • alimentação dentro do salão;
  • comprometimento com os clientes e com os colegas;
  • relacionamento interpessoal.

Há outros assuntos que merecem normatização dentro de um Salão, mas é importante compreender que estar normativas não existem porque “o dono quer”, elas existem porque “o cliente sempre espera de nós o melhor possível”. A ordem interna e a observância das leis que regem um negócio e o relacionamento com clientes é um princípio básico de quem oferece serviços a terceiros. O que parece ser o esforço máximo, muitas vezes é oferecer o mínimo indispensável. Este é o caso das normas internas em um Salão de Beleza.

O papel de um Gerente de Salão de Beleza

fev 10, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em O papel de um Gerente de Salão de Beleza

A Administração(daí com letra maiúscula) é fundamental em todo o empreendimento que busca o fortalecimento e o crescimento. A Administração é uma área de estudo que reúne subsídios de algumas áreas como: Economia, Psicologia, Sociologia, Direito, Estatística, Tecnologia da Informação, Engenharia e outras. É uma matéria síntese de natureza eclética e sobre a qual recai a função de estudar o conjunto de fatos e fenômenos que interferem direta ou indiretamente no equilíbrio das organizações humanas sistematizando propostas de ações orientadas por objetivos e tomando decisões para que este equilíbrio seja mantido.

O Gerente é o Administrador de um empreendimento, inclusive  em um Salão de Beleza. Já pelo conceito é possível compreender com mais clareza o motivo pelo qual  a gestão tem se apresentado com um fator de restrição ao desenvolvimento do segmento. Poucos Salões surgem de uma decisão empresarial. Frequentemente eles surgem a partir da necessidade de uma pessoa gerar renda. Então a Administração historicamente não é o foco de desenvolvimento deste negócio.

O que faz um gerente de Salão de Beleza

Dentro de uma visão de organização em quatro dimensões: Pessoas, Clientes, Finanças e Processos, é possível identificar uma parte das tarefas de um Gerente de Salão, mas a ele cabe, antes, consolidar um Planejamento que oriente as ações das Pessoas, que forneça uma orientação sobre o total de Clientes a conquistar e a manter, que dimensione e faça fluir o montante de capital de giro necessário para manter o empreendimento em funcionamento, que também dimensione a estrutura de custos que permita gerar o lucro desejado e que mantenha a produção em equilíbrio, com o desenho de processos, procedimentos e produtividade compatíveis com a tecnologia disponível e a capacidade de produção das pessoas, a preços adequados para fornecer serviços e produtos que satisfaçam às necessidades dos clientes.

Esse conjunto de atribuições exige um perfil específico, que raras vezes é encontrado em um profissional que executa as tarefas operacionais em um Salão de Beleza (cabeleireiro, manicure, esteticista, maquiador). Então normalmente o que ocorre é um estrangulamento das atividades administrativas, colocadas em terceiro plano, já que o segundo é o eterno “apagar o incêndio”.

Tarefas, responsabilidades e deveres

O Gerente de Salão de Beleza precisa dominar os princípios de Administração porque é ele que consolida o Planejamento; orienta as pessoas permanentemente em relação aos objetivos individuais e coletivos fornecendo estímulos e feedbacks diários; interpreta os diversos relatórios de desempenho em todas as áreas; ajusta os custos buscando alternativas de redução sem perda da qualidade; orienta e põe em execução as ações de Marketing para conquistar e manter clientes; mede a satisfação dos clientes e realiza o pós-venda sistematicamente; controla rigorosamente o Caixa para evitar estrangulamentos; mantém o estoque dentro de um nível que atenda às necessidades da demanda com visão de restrição de custos; desenvolve ações de eliminação de desperdício; coordena a limpeza e conscientiza a equipe sobre a necessidade de observância das questões de higiene e segurança no trabalho; etc.

 A descrição das tarefas, responsabilidades e deveres de um Gerente de Salão pode ir muito além dessa lista, mas a partir dela é possível compreender a necessidade de uma pessoa que exerça esta função nos Salões de Beleza que buscam o crescimento. Sem um gerente, de fato, o limite da operação sempre será um círculo de até, no máximo, 10 pessoas e, frequentemente , menos que isto.

Saúde e segurança no trabalho em Salões de Beleza

fev 9, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Saúde e segurança no trabalho em Salões de Beleza

A saúde é um bem que normalmente o ser humano só valoriza quando perde. Antes todos nós pensamos que somos imortais.

Dentro de um Salão de Beleza há inúmeros fatores de risco à saúde, tratados com desdém pela grande maioria: proprietários, profissionais e clientes. Há muitas publicações e orientações sobre os fatores de risco e principais procedimentos a serem observados. Poucos têm conhecimento deles.

Conversando com profissionais do segmento é possível compreender que nem todo o risco é compreendido como tal. A pressão dos clientes é muito forte para que sejam cometidos erros básicos. Estes erros vão desde a prática de preços que não cobrem custos de prevenção aos riscos, até a oferta de serviços que colocam todos em risco, principalmente os profissionais, como é o caso das escovas que utilizam formol ou seus assemelhados.

Preventivamente um Salão precisa observar os limites estabelecidos para o ruído, para iluminação, temperatura do ambiente, ventilação e exaustão. Além destes fatores devem ser analisados os riscos ergonômicos (relacionados com a posição, esforço e movimento para a realização de um trabalho), químicos e biológicos em todas as funções e operações, incluindo os procedimentos que possam afetar a saúde dos clientes.

Em pesquisa realizada em 2010, 8% das manicures de São Paulo, dentre as 20% vacinadas eram portadoras do vírus da Hepatite B. Isto já dá uma ideia da dimensão do problema.

A falta de atenção aos riscos existentes em um Salão de Beleza coloca um ponto de interrogação sobre a efetividade do trabalho da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em muitos municípios brasileiros. O reduzido esforço de fiscalização e orientação acaba gerando descompromisso e desatenção em relação a um assunto que possui forte impacto sobre a saúde da população.

A partir da adoção de critérios de análise é possível realizar algo semelhante a um exame de sangue para avaliação das condições de saúde e segurança no trabalho em um Salão de Beleza. É esta avaliação que os proprietários responsáveis devem operar sobre os seus negócios.

Uma história e os novos serviços em Salões de Beleza

fev 7, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Uma história e os novos serviços em Salões de Beleza

Há três anos Lidiane fez um curso em São Paulo que abordava uma técnica de tratamento do cabelo. O tratamento dependia de um conjunto de produtos e, na oportunidade, Lidiane se encontrava em um momento financeiro complicado. Então decidiu guardar o conhecimento e não realizar o investimento. É correta a decisão, bem como a decisão poderia ser outra e, da mesma forma, correta. Muitas vezes diferentes decisões podem nos levar a semelhantes bons resultados, porque não há uma regra fixa, uma lei ou princípio que direcione uma decisão, mas é claro que, dentro de um contexto mais amplo, pode ser feita uma projeção das situações futuras. Vamos exemplificar.

Caso Lidiane fosse uma pessoa comercialmente ativa, engajada na incorporação de novos processos e procedimentos, veloz na implantação de novas propostas de serviços, pode ser que se ela comprasse os produtos, pudesse obter mais receita e, com isto, sairia da situação de dificuldade em menor prazo. Já ao contrário, se Lidiane fosse uma pessoa resistente às mudanças, tivesse um perfil pouco ou nada comercial, tomasse decisões de avanço do negócio de forma lenta e, ainda pior, fosse uma pessoa fácil de ser persuadida, a tendência é que a situação financeira ficasse ainda pior. A questão não seria, portanto, o serviço oferecido, mas a forma como ele foi tratado pelo empresário ou profissional.

No mercado de Salões há um equívoco generalizado, que para aumentar receita é fundamental e indispensável desenvolver serviços que dependam de produtos. Isto é uma parte da verdade, porque, tudo depende do como serão tratados os lançamentos de serviços pelos Salões e pelos profissionais. Um serviço não gera receita adicional somente por existir numa relação de serviços prestados. Tudo depende da comunicação que é realizada em torno dele. Alguns serão embalados pela mídia, outros terão que ser trabalhados pelo Marketing do Salão.

É nesse ponto que vem a sustentação da tese de que é possível obter receita adicional, sem nenhum novo produto, com novos serviços, por exemplo, baseados em mudança da estação. A indústria da moda funciona sobre o paradigma das estações. Então os cortes podem ser cortes de primavera-verão e outono-inverno, assim como as colorações e os tratamentos, mas esta oportunidade é pouco aproveitada. Os cortes de cabelo podem ter seus preços definidos pela estação, complexidade do trabalho, pelo resultado final, ou pela técnica utilizada, mas é praxe definir um único preço para o corte. Então os serviços ficam engessados e dependentes da indústria de cosméticos, que muitas vezes ultrapassa a barreira do bom senso e toma de assalto as finanças dos Salões, criando a expectativa de incremento de receita e de um resultado  futuro que frequentemente não se consolida.

O lançamento de novos serviços e a renovação da proposta comercial são elementos fundamentais para o incremento de receita e resultado de Salões de Beleza e, como pode ser visto, nem sempre isto depende da indústria de cosméticos.

Você pode estar perguntando: “o que Lidiane tem a ver com esta história?” A resposta é bem simples. Lidiane está cobrando R$ 300,00 pelo procedimento que aprendeu, guardou por três anos e agora decidiu “tirar da gaveta”. Está feliz porque em um dia faturou R$ 1.500,00 somente com ele. Sinal que conhecimento pode ser sempre aproveitado e que atitude na oferta de novos serviços faz muita diferença para o resultado de um Salão.

Nota: Lidiane é o nome fictício. A história foi extraída de uma situação real.

Salões de Beleza exigem permanente investimento. É necessário cautela!

fev 6, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Salões de Beleza exigem permanente investimento. É necessário cautela!

Há alguns negócios que permanecem muito tempo no mesmo lugar, sem nenhuma alteração nos seus móveis, paredes, piso, iluminação, arranjo físico e outros elementos de decoração. Provavelmente sejam negócios com um baixo tráfego de clientes, todos consumidores deste milênio.

Com a velocidade das  inovações e nas propostas de design é pouco provável que se ofereça experiência única aos clientes sem nenhuma atualização ao longo do tempo. Quando a tecnologia invade um segmento também é indispensável a renovação para quem quer entrar ou continuar em um processo de fortalecimento. Fica nítido que os Salões de Beleza se enquadram nas duas condições, ou seja, haverá necessidade de constante investimento em atualização do ambiente.

E quanto reservar para investir nestas atualizações ou redefinições de ambientação? É neste ponto que muitas vezes os empresários do segmento perdem o controle da situação. Como as margens são reduzidas e há pressão para renovação, normalmente são realizados investimentos sem a devida planificação. Construções, reformas, aquisição de mobiliário específico, renovação do acabamento e outros investimentos, não podem ser realizados sem o devido planejamento, ou baseados unicamente em uma expectativa de que a demanda vá aumentar. Nem sempre o incremento de demanda viabiliza um investimento.

Os empresários do segmento devem realizar projeções de investimento e gerar poupança, ou reserva financeira, para renovação do ambiente. O percentual do faturamento destinado a investimentos futuros em atualização dos espaços pode variar muito, em função do resultado líquido do empreendimento. Uma parcela impressionante dos proprietários de Salões de Beleza desconhece este número.

Muitos empresários optam por melhorar o ambiente contando com dinheiro pessoal, ou de empréstimos. Pode ser uma boa alternativa, mas independentemente disto é fundamental fazer os cálculos para analisar até que ponto o investimento trará retorno.

Então, para evitar “apertos” desnecessários e insolvência,  nosso conselho é que antes de qualquer investimento se compreenda o resultado líquido do Salão, para depois discutir o quanto será possível investir, considerando que 5% do faturamento pode significar um percentual impossível de ser absorvido por uma grande quantidade de estabelecimentos.

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