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O mercado para os salões de beleza será comprimido por falta de empreendedores

maio 28, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em O mercado para os salões de beleza será comprimido por falta de empreendedores

Sim, a demanda por serviços de salões de beleza está cada vez mais comprimida e não por falta de potencial de demanda, mas por falta de visão empreendedora. A demanda está comprimida por miopia na formação de mão de obra; pelo uso de um modelo de relacionamento entre salões e profissionais que não encontra, na maior parte dos casos, respaldo legal; por falta de atenção às reais necessidades do público consumidor; pela ausência de modelos de negócio que sejam compatíveis com a nossa era e muito mais.

Fazer o que todo mundo faz já não é suficiente para manter a demanda de um negócio, seja de que ramo for. É necessário ir além e, neste ponto, os salões possuem muitas limitações. A grande maioria dos empreendedores de salões casou com a sua respectiva profissão e ama o que faz, mas isto não significa que possa ir além do que faz como empresário. Não há nada de errado nisto, mas esta situação não oferece conexão com o atendimento de um grande volume de demanda.

O perfil do empreendedor “nato”  é muito diferente do perfil do profissional da beleza convicto, que normalmente é “situacionista”. Um está lá para fazer negócios, se diferenciar,  crescer, multiplicar. Este empreendedor ama empreender. O outro está lá para fazer o seu trabalho, está micro ou pequeno empresário e assim vai permanecer pelo resto da vida porque ama a sua profissão, ama o que faz e isto o faz feliz.

Ainda há algo que vai além da visão empreendedora, que é a visão de gestão do dia-a-dia. Administrar um negócio seja micro, pequeno, médio, ou grande, exige uma disciplina enorme para que as coisas saiam a contento nas diferentes funções da administração e para atender às expectativas dos clientes. Esta também não é uma tarefa assimilável pela grande maioria dos proprietários de pequenos salões.

Um dos poucos casos de adequação de perfis, no Brasil, se deu no  caso do Salão Beleza Natural. Ele passou de quatro a trinta e uma unidades em um período de quatro anos, conta com gestão profissionalizada, tem objetivo de crescimento, atende a um mercado específico, possui elementos de inovação nos processos de prestação de serviços e traz junto com ele uma fábrica de produtos. Não é para menos que recebeu um investimento de R$ 70 milhões de um fundo de investimentos. Então o problema não é o mercado, o problema está no perfil dos empreendedores e na modelagem dos negócios.

Há muitas redes que surgem sem dar solução aos principais equívocos do segmento, centrados nos problemas legais trabalhistas e tributários. Então uma rede não será sustentável, porque o modelo de negócio é incompatível, na grande maioria dos casos, com o sistema legal vigente. O governo pode fazer vistas grossas para os erros e omissões dos salões, mas um dia o segmento será invadido por ações fiscalizadoras e o risco se tornará insuportável para negócios que foram desenvolvidos com base legal pouco sólida.

O segmento, para atender a uma grande demanda, deve receber novas propostas de operação e oferece uma enorme oportunidade para quem inova e transforma. Fazer o mesmo muito bem feito, não significa nada diante de um mercado ávido por demanda de qualidade, independentemente de classe social. Será que você está neste jogo?

Qual a diferença entre vender e indicar?

maio 4, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Qual a diferença entre vender e indicar?

Seria a coisa mais simples do mundo se tudo fosse transparente.

Imagine uma situação prática: um cliente me pergunta se eu posso indicar algum software de gestão de salões. Eu posso dizer que sim e os motivos pelo quais indico o software. Falo sobre os demais softwares e o motivo pelo qual acredito na adequação de um ou dois para o tipo de empreendimento do cliente. Então o cliente pode perguntar o que quiser para outras pessoas, porque eu fui verdadeiro, claro e transparente na minha comunicação. Não tentei empurrar nada. Indiquei soluções a partir de um conhecimento técnico.

A mesma situação se aplica quando eu pergunto para um cliente: “- Você conta com um software de gestão no seu salão?” O cliente pode responder que sim ou não. Se responder não eu posso explicar as soluções e indicar uma linha de decisão. A decisão será dele. Fim. Isto é indicação.

Quando eu indico eu crio referências para uma decisão de compra do cliente. Ele define ele toma a decisão. Eu fiz uma parte importante do processo de venda. O fechamento é uma decisão do cliente. Minha obrigação, como orientador de empresas e empresários, é indicar soluções.

Já quando eu vendo, eu também esclareço, oriento, mas na sequência tento interferir na decisão de compra do cliente e conduzir o processo de fechamento. Não há nada de errado em vender. O que é errado é um profissional não indicar soluções adequadas para seus clientes. Normalmente isto demonstra falta de conhecimento e de responsabilidade sobre resultados.

Este é o motivo pelo qual todos os profissionais de salão deveriam indicar soluções para seus clientes. O profissional pode não gostar de vender e esta posição deve ser respeitada, mas um profissional não pode se negar a indicar os serviços e produtos necessários para o seu cliente encontrar a solução adequada para seus cabelos, unhas e pele. É o mesmo que você ir ao médico e ele se negar a receitar o produto certo porque acha que está vendendo. Ele diz para você: “- Realmente você está com uma infecção. É grave. Obrigado pela visita.” Então você saberia o seu problema, mas isto não traria nenhuma solução prática. É assim que a grande maioria dos clientes de salão são tratados em relação a indicação de produtos que devem utilizar para manter a saúde do couro cabeludo e dos cabelos, sejam eles naturais ou tratados quimicamente em um salão de beleza.

Já passou da hora de todos os profissionais que operam em salões buscarem aperfeiçoamento nas questões de atendimento, que respondem definitivamente com mais de 50% do peso no processo de fidelização de clientes. As ações de indicar e vender podem levar à mesma ação final de compra do cliente, mas orientar e indicar são obrigatórios e vender pode ser apenas uma consequência de um trabalho profissional bem executado em todas as suas etapas.