Browsing articles from "março, 2015"

Qual a margem líquida dos seus serviços?

mar 27, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Qual a margem líquida dos seus serviços?

Você já esteve dentro de um automóvel andando na estrada numa noite com neblina e com chuva forte? Se você já esteve nesta situação deve saber bem a sensação que se tem: muita tensão. Você diminui a velocidade, os batimentos cardíacos vão ao céu. Você cria uma expectativa de que apareça um posto, uma lanchonete para esperar o tempo melhorar e nada aparece; você continua na tensão, muitas vezes por um longo tempo.

É assim que pode ser descrita a operação de uma empresa que não conhece suas margens líquidas, quando se tem consciência do que se está fazendo e da responsabilidade perante outras pessoas, credores, fornecedores, etc.. Viver permanentemente desta forma não é a melhor forma de se viver, para quem deseja um pouco de paz e equilíbrio.

A visão da margem líquida dos trabalhos realizados é fundamental para que se faça uma projeção de lucratividade do negócio.  Infelizmente poucos proprietários de Salão fazem contas.

Veja um exemplo de conta simples que pode ser feita, considerando um salão formalizado, enquadrado no Simples Nacional.

Conta

Valor

%

Valor do Serviço (Corte)

50,00

100,00

Participação Profissional

25,00

50,00

Custo Lavado

3,75

7,50

Custo Toalhas

1,80

3,60

Rateio dos Custos Fixos

16,50

33,00

Impostos (6,84 até R$ 540 mil)

3,42

6,84

Resultado Líquido

– 0,47

-0,94

O Rateio dos Custos Fixos precisa ser colocado no cálculo para retratar a realidade do resultado de um serviço. Este rateio que denominamos CFU, sobre o qual tratamos no “post 11”.

Fazendo exercícios é possível encontrar a melhor forma de caminhar com mais segurança. Pare por um tempo e faça o cálculo. Você poderá encontrar uma estrada com um bom tempo.

A Recepção existe para receber clientes

mar 26, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em A Recepção existe para receber clientes

Receber pessoas pode ser considerado uma arte, mas a recepção profissional de empresas é formada por um conjunto de técnicas, que raramente são ensinadas de forma sistemática e reforçadas permanentemente por todos que recebem.

O ciclo de acolhimento de um cliente só termina fisicamente na despedida e deve seguir uma espécie de ritual, que começa com as boas vindas; exige que o cliente seja tratado pelo nome; envolve a atenção aos sinais e solicitações enquanto ele estiver em atendimento e pressupõe um agradecimento na despedida com o convite para que retorne.

É fundamental que uma recepcionista de um salão com mais de dois mil atendimentos/mês, em média, tenha a função específica de receber pessoas. É impossível, dentro deste fluxo, considerando dias e horários de grande concentração de clientes, receber de forma correta sendo plural nas tarefas.

Todos os profissionais de um salão devem ser treinados em receber clientes, porque na prática todos recebem e como prestadores de serviços de alta conexão com os clientes devem receber bem.

Liderança no trabalho: 3 elementos fundamentais dentre tantos outros

mar 25, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Liderança no trabalho: 3 elementos fundamentais dentre tantos outros

CONVERSAS – COM DIÁLOGO O diálogo é o interesse em ver fluir a participação. O monólogo é a ditatura do ser, tem essência egoísta. Um líder precisa conversar com disposição e disponibilidade.

INTERESSE REAL EM OUVIR E COMPREENDER – o diálogo em si não significa interesse efetivo em ouvir e compreender. Ouvir, dentro desta análise, é internalizar o que está sendo dito pela outra pessoa, dentro das suas  múltiplas possibilidades de interpretação e não somente sobre a interpretação de “como eu vejo isto”. Significa ouvir algo interpretando sobre suas centenas de possibilidades de compreensão, sem a necessidade de uma pronta e abrupta intervenção. Um líder precisa saber ouvir com paciência para  compreender.

FORNECER RESPOSTAS NO TOM CERTO, COM AS PALAVRAS CERTAS, NO MOMENTO CERTO – existe uma diferença enorme entre dizer: “isto não pode”, “isto não dá” e dizer: “vou pensar mais sobre o que você falou”. É muito diferente você dar uma resposta em tom alterado para uma pessoa e você responder: “falaremos sobre isto depois do expediente”.

Quanto um Salão deve investir em Marketing?

mar 17, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Quanto um Salão deve investir em Marketing?

Primeiramente é importante dizer que talvez um Salão de Beleza tenha decidido investir zero em Marketing. É uma posição que pode ser adotada por um empresário com a premissa de que já está tão bem que não precisa de Marketing. Há muitos exemplos assim no mercado. Ainda dentro deste raciocínio, pode ser que um salão não disponha de reserva financeira para investir em Marketing, então não investirá nada nesta área.

A ideia deste post não é convencer os proprietários de Salões de Beleza a investirem em Marketing e sim refletir qual o valor que deve ser investido em ações de conquista, retenção e recuperação de clientes.

O tema Marketing tem sido recorrente nas postagens HPPO. Lá no início, num dos primeiros posts desta série foi feita uma pergunta:  onde você quer chegar? Isto porque é esta pergunta que define o tamanho que você quer ter de faturamento, de lucratividade e de tudo que vem em função disto: estrutura, custos, pessoas, responsabilidades e outros.

O investimento em Marketing deve estar ligado às intenções  do empresário. O investimento pode ser de zero a 10% do faturamento. Eventualmente pode ser investido um montante que não tenha relação direta com o faturamento de agora, mas com aquele que se quer ter, com base num plano de expansão.

Geralmente, numa situação de funcionamento regular, investir de 2% a 5% do faturamento em ações de Marketing pode ser uma medida saudável. Um salão com faturamento de R$ 10.000,00, investiria algo como R$ 200,00 a R$ 500,00 em Marketing. Este valor permitiria uma série de ações ao longo do tempo. Se forem bem planejadas e executadas um Salão passará a contar com peças fundamentais de comunicação, como aquelas que foram apresentadas no post de número 78.

Antes de iniciar a desenvolver ações de Marketing é prioritário medir a Taxa de Retenção de clientes, tema recorrente  nos posts HPPO. A Taxa de Retenção de clientes é medida pela divisão do número de clientes que retornam em três meses em relação ao cadastro total de clientes dos últimos doze meses.  Se a Taxa de Retenção for baixa, antes de desenvolver ações de Marketing deverão ser executadas ações de correção dos fatores que afastam os clientes do Salão, que não deixa também de ser um investimento em Marketing.

A importância da participação em feiras e exposições como Hair Brasil e Beauty Fair

mar 16, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em A importância da participação em feiras e exposições como Hair Brasil e Beauty Fair

Muitas empresas e pessoas se questionam sobre a validade de participar de uma feira ou exposição. Participar delas vai fazer diferença para minha empresa ou na minha vida? Isto depende do seu objetivo em participar. Se não houver um objetivo muito concreto em participar pode se que não valha a pena, mas tendo este objetivo é possível que uma feira mude a história de um negócio e a vida de uma pessoa.

É muito comum as empresas e os profissionais terem um objetivo genérico: fazer presença, mas participar de uma feira para fazer presença não chega a ser um objetivo orientado a resultados concretos. Defina claramente o que você quer da feira, estabeleça prioridades e não se afaste delas.

Uma feira reúne diferentes públicos e, por este motivo, cada público pode ter um escopo de objetivos diferenciados.

O guia distribuído na feira e o site da feira apresentam a relação dos expositores, facilitando o trabalho principalmente do visitante.

A seguir listaremos alguns objetivos que podem oferecer resultados mais concretos para cada um dos públicos de uma feira/exposição:

Expositor:

  1. Realizar lançamento de uma nova linha ou produto;
  2. realizar encontros com os diretores de canais de distribuição específicos agendados previamente ou não;
  3. fazer prospecção de novos clientes com uma proposta diferenciada;
  4. realizar apresentações para tornar a marca mais conhecida;
  5. proporcionar uma experiência diferenciada para o cliente;
  6. apresentar uma plataforma tecnológica diferenciada;
  7. realizar testes e simulações comerciais;
  8. realizar vendas durante a feira;
  9. lançar um conceito com suporte concentrado de mídia espontânea, inclusive com a participação no módulo educacional das feiras;
  10. criar elementos para “ser diferente” na feira.

Definir um objetivo consistente não é o suficiente para que o resultado seja atingido pelo expositor. As plataformas e as mecânicas de comunicação, relacionadas aos objetivos, no ambiente da feira, farão muita diferença nos resultados, da mesma forma que a localização, o tamanho e projeto do estande. Se eu quero vender produtos, preciso fazer exposição, destacar, gerar experimentação, mostrar de forma agressiva. Assim sendo além do objetivo deve ser definida a forma como ele será atingido.

Uma questão importante é fazer com que os visitantes interajam com elementos de comunicação do estande de forma criativa e rápida.

Distribuidor:

  1. Realizar um mapeamento das oportunidades de distribuição e um mapeamento da concorrência se for um distribuidor exclusivo;
  2. buscar inovações e elementos complementares para definir novas estratégias comerciais;
  3. fazer contato direto com compradores em potencial e levantamentos face-a-face;
  4. levar ou convidar clientes para que recebam, em primeira mão, uma proposta específica, em cooperação com uma marca específica, ou com as marcas que distribui;
  5. estreitar relacionamento com outros distribuidores;
  6. desenvolver estratégia de comunicação com o seu público durante a feira e no pós-feira nas mídias digitais;
  7. apoiar seus clientes a desenhar objetivos e na forma de atingir estes objetivos no decorrer da feira;
  8. prestar suporte ao estande da(s) marca(s) que trabalha, aproveitando a oportunidade para atingir objetivos diretos de ampliar a base de prospecção e de concretização de vendas;
  9. se independente, utilizar pequenos espaços como pontos de negociação;
  10. realizar parcerias estratégias que complementem a sua atuação regional.

Salão e Clínica de Beleza:

  1. Buscar inovações e elementos que viabilizem o incremento de resultados;
  2. conferir os lançamentos de novas marcas, novos produtos que possam ser utilizados como base na oferta de novos serviços e realizar contato direto com os seus distribuidores;
  3. participar dos cursos e seminários sobre novas tendências;
  4. participar dos cursos e seminários sobre gestão de salões de beleza;
  5. realizar compras de forma concentrada e com preços diferenciados;
  6. trocar experiências com outros salões;
  7. levar seus profissionais para posterior discussão para definição de novos objetivos;
  8. conferir novas tendências na educação de profissionais de salões de beleza;
  9. desenvolver ações de marketing e de relacionamento com seus clientes apresentando a sua participação na feira;
  10. utilizar o afastamento do dia-a-dia do salão para raciocinar de forma diferente e buscar elementos além da feira para melhorar o desenho do negócio.

Profissionais da Beleza:

Os objetivos são os mesmos aplicados ao salão, mas de forma específica aos interesses de um profissional.

Como pode ser visto há dezenas de motivos e centenas de formas de participar de uma feira ou exposição. O que não se deve é ficar de fora de eventos que discutem e apresentam diferentes tendências para o segmento no qual uma empresa ou profissional opera.

O profissional “da vez” no atendimento a clientes!

mar 13, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em O profissional “da vez” no atendimento a clientes!

Muitas vezes parece que um salão de divide em dois: o salão dos clientes conhecidos e o salão dos novos clientes. É lógico que a aproximação com alguns clientes de longa data acabam estreitando o relacionamento.  Porém quando o cliente é novo e chega para ser atendido pelo profissional “da vez” tudo pode acontecer.

Em salões com muitos profissionais, em função de características específicas e por ter se tornando um procedimento arraigado, as coisas funcionam relativamente bem na forma de encaminhar novos clientes de forma equilibrada para os profissionais “em espera”. Em salões menores as discussões em torno do  profissional que atenderá um novo cliente, que não possui um profissional de preferência, causam inúmeros problemas de relacionamento interno.

As acusações são mais intensas quando o proprietário do espaço ou recepcionistas intervém no processo, que seria aleatório, na tentativa de influenciar o cliente na decisão do profissional mais adequado para fazer um determinado serviço. Isto, não raro, acontece pela diferença de qualificação entre profissionais do mesmo espaço. Há também questões de intervenção por vínculos de amizade e até de má fé, quando feito especificamente para prejudicar um colega ou parceiro.

As situações que envolvem a lista do profissional “da vez” são geradoras de conflitos, muitas vezes sérios, com a quebra dos vínculos de confiança. A partir daí um salão não tem um, mas vários problemas para serem administrados, começando pelo clima interno degradado, facilmente percebido pelo cliente que chega pela primeira vez.

É fundamental definir um processo de encaminhamento de clientes que seja confiável, sem abrir exceções e, se houver necessidade de mudar alguma coisa, que seja através de negociação prévia. Os controles visuais, que podem ser acompanhados por todos, ao mesmo tempo, garantem maior transparência ao processo.

Independentemente de quem seja o profissional “da vez”, a vez e a prioridade sempre será do cliente, que não deve perceber, nem tomar conhecimento das questões de organização interna. Se ele for embora por uma impressão ruim na primeira visita, dificilmente voltará.

Onde encontrar bons profissionais?

mar 12, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Onde encontrar bons profissionais?

No segmento de salões de beleza esta é uma pergunta que nunca deixa de ser feita. Simplesmente porque novos e bons profissionais são uma raridade diante da imensa demanda.

Muitas vezes a pergunta me passa a impressão de que, assim como clientes, bons profissionais devem surgir do além, cair do céu ou, talvez, ser colhidos em árvores cujos frutos são cabeleireiros, manicures, maquiadores e outros profissionais de salão de beleza, altamente especializados. A falta de bons profissionais é tão grande quanto a ausência de interesse em desenvolver bons programas de formação de novos profissionais dentro dos próprios salões.

Há alguns meses  li uma reportagem de uma Você S/A (revista especializada em assuntos ligados ao desenvolvimento pessoal e profissional  com uma visão ampla do mercado de trabalho), apresentando empresas que contratam profissionais para prepará-los, por um, dois ou mais anos, para suprir futuras necessidades de mão de obra. Justamente porque bons profissionais precisam ser bem selecionados, treinados, orientados e acompanhados ao longo do tempo.

Formação profissional é uma solução definitiva para quem busca incremento de qualidade, de serviços, de faturamento e lucratividade, porém, além de necessitar de metodologia específica, ela não funciona sozinha. Precisa ser respaldada por um programa de desenvolvimento profissional, de um plano de remuneração progressiva, de um programa de incentivos e de outras ferramentas que confiram ao novo profissional e ao bom profissional, além da segurança, a visão de um futuro promissor.

Bons profissionais, no caso de escassez de mão de obra, devem ser formados por quem precisa deles. E reter mão de obra sempre será um desafio maior do que este primeiro.

Ao longo dos últimos três meses vários dos posts HPPO trataram de gestão de pessoas, incluindo aspectos relacionados com a possibilidade de carreira, das academias que orientam a formação dos profissionais, da metodologia de treinar em auxiliares em programas rápidos, além daqueles  relacionados com motivação. Há também um post compartilhado do Endeavor sobre avaliação de colaboradores e outros. Isto serve para mostrar a complexidade da missão de gerir gente.

Formar uma equipe competente e coesa é um grande desafio para qualquer empresário, maior ainda para empresários do segmento de beleza, para os quais o recrutamento, formação e gestão de talentos ainda é um tema praticamente desconhecido.

Respondendo objetivamente à questão do título: para encontrar bons profissionais você precisa, primeiramente, ser uma boa empresa. Depois disto você deve ampliar as fontes de recursos humanos. Você pode recrutar bons profissionais em diferentes lugares: em cursos e escolas de formação, em lojas de cosméticos, em feiras e apresentações e outros. Há muitas pessoas que responderiam que você pode conseguir bons profissionais em outros salões, mas quem atua no segmento sabe que o usual modelo de recrutar profissionais em outros salões é um processo altamente nefasto. Este tipo de ação opera como uma  fábrica de mercenários. Pode parecer uma solução, mas é, frequentemente e com grande margem de certeza, um tiro no pé.

Onde buscar e como operar a motivação da equipe em um Salão de Beleza

mar 11, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Onde buscar e como operar a motivação da equipe em um Salão de Beleza

Seria muito bom se pudéssemos comprar motivação no supermercado, ou pílulas de motivação na farmácia, mas não é assim que funciona, mesmo que os antidepressivos possam  ajudar muita gente que não se trata adequadamente.

A construção da motivação traz alguns segredos que são tratados em centenas de livros de forma esparsa, o que dificulta a utilização de uma fórmula mágica. Há, entretanto, algumas questões que são indispensáveis para desenvolver a motivação das pessoas.

    1. A motivação vem de dentro de cada um, mas sofre interferência direta do meio. É complexo motivar pessoas em um ambiente degradado. Normalmente o ambiente  se degrada pelo aumento de conflitos sem tratamento adequado.
    2. A motivação depende de objetivos pessoais. O “motivo para agir” de cada pessoa depende de seus próprios objetivos, ou seja, quando não se sabe quais os objetivos de uma pessoa, ou mesmo se ela não possui objetivos, será difícil compreender como acionar ferramentas para estimular a motivação daquela pessoa.
    3. Os objetivos do salão devem ser objetivos de todos. Compartilhar objetivos em um salão, ou seja, fazer com que todos façam dos objetivos do salão os seus próprios objetivos depende de um amplo processo de comunicação, onde todos participem da sua construção. Se os objetivos não forem comuns, será difícil conquistar sinergia.
    4. É fundamental que todo o gestor de salão conheça a pirâmide de necessidades de Maslow, para compreender que as necessidades interagem com o sistema motivacional humano de uma forma definitiva. Não adianta querer esconde a pirâmide. Ele sempre estará dentro de todas as pessoas, e pior, de uma forma bem menos organizada que a proposta no desenho. Ela está no topo, abrindo este post, mas é fundamental saber como as necessidades interferem na motivação humana.
    5. A fórmula proposta para obter comprometimento das pessoas com RECONHECIMENTO, RECOMPENSA E COMEMORAÇÃO, pode parecer simples demais, mas ela é efetiva.
    6. Dar e receber feedback entra também no rol das ferramentas básicas para a construção de motivação “de dentro para fora”. O que é isto? É conversar com as pessoas de forma objetiva sobre seus acertos e erros e sobre o que pode ser feito para melhorar. E se você fizer inúmeras conversas e não “servir para nada”, é fundamental perguntar se você está com as pessoas certas, ou se você está bem preparado para realizar esta importante função.
    7. Programas de incentivo podem funcionar, mas depende de como são estabelecidos os objetivos e as premiações.
    8. A qualidade do líder  faz a diferença. Um líder preparado e com perfil adequado faz toda a diferença na construção de um time motivado, onde cada um está motivado por si mesmo, mas também fortemente comprometido com os objetivos do salão. Pedir motivação das pessoas num processo de stress permanente, onde as pessoas não são ouvidas, mas são cobradas em relação a sua própria motivação é o mesmo que pedir motivação para um time que está perdendo de 7 a 0, faltando cinco minutos para acabar a partida.

A lista não se esgota por aqui, há inúmeros outros pontos para serem estudados, mas compreender que o tema é bem mais complexo do que se imagina, já é um primeiro passo para que se trate o assunto com muito mais profundidade, dando a ele muito mais importância do que tem recebido dos gestores de Salão de Beleza.

Vínculo empregatício em Salões de Beleza: ou se tem ou não se tem. Não há nada no meio do caminho.

mar 10, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em Vínculo empregatício em Salões de Beleza: ou se tem ou não se tem. Não há nada no meio do caminho.

Não existe meio empregado, ou meio autônomo. Esta figura esdrúxula que tentaram inventar em Salões de Beleza é o grande câncer do segmento. As decisões do TST, Tribunal Superior do Trabalho, instância máxima de julgamento das causas trabalhistas, são categóricas e não adianta querer subverter a ordem com propostas híbridas, ou o profissional de um Salão é autônomo, ou é empregado.

Quem é o autônomo? Autônomo é aquele que presta serviços por sua conta e risco. Se quiser aparecer para trabalhar aparece e não adianta alguém ficar chateado com isto. O único que pode se chatear por perder faturamento é ele mesmo. Ele é também aquele que presta serviços com seus próprios materiais, atende os clientes que ele quiser, da forma que considerar mais adequada. Ele é um lixo? Problema dele e problema de quem arrenda espaço para ele. Arrendar espaço  e infraestrutura não dá direito ao proprietário de interferir no trabalho do autônomo.

Pode haver regras coletivas a serem observadas, mas elas precisam ser discutidas em conjunto e depois apresentadas a cada pessoa que quiser entrar no “condomínio”. Todos precisam estar cientes das regras e normas de convivência coletiva no ato de assinatura de um contrato.

Não existe gerenciamento de autônomos, e sim gerenciamento de relação com autônomos. Esta sutil diferença muda tudo e traz outra realidade operacional a um Salão de Beleza. Não gosta disto? Infelizmente é assim que funciona a relação com autônomo. Sem horários, sem cobranças, com algumas regras sim, mas decididas de forma colegiada e onde todos são obrigados a observar a legislação vigente para quem presta serviços relacionados com saúde, bem estar e embelezamento, além de todas as outras leis vigentes no que tange ao relacionamento com o consumidor. Não porque o proprietário quer, mas porque a legislação e governo exigem isto de todo o cidadão.

Por fim o autônomo tem que possuir contrato, alvará, recibo para fornecer a seus clientes e responder pelo recolhimento dos tributos referentes ao trabalho autônomo. O TST  (Tribunal Superior do Trabalho) não reconhece vínculo quando há comprovações claras e objetivas do trabalho autônomo no Salão de Beleza.

Quem é o empregado? Empregado é subordinado a um “chefe”, há uma extensa lei que o protege e confere uma série de obrigações ao empregador, mas quem decide é o “patrão”. Horário de trabalho, descontos por horas e dias não trabalhados, forma de trabalhar, material a ser utilizado, forma de atender o cliente, processos e procedimentos detalhados e tudo mais. Neste caso há uma clara relação de mando. Um manda e o outro obedece. Se não obedecer pode ser advertido, suspenso e demitido. Há uma carteira de trabalho com todas as anotações pertinentes, há registro dos vencimentos e dos descontos. Todos os rendimentos devem constar do contracheque, assim como todos os descontos. Não há nada “por fora” que possa ser “legalizado”.

Em alguns estados há um contrato de locação, que nada mais é do que uma forma de estabelecer a relação com autônomos ou Microempreendedores Individuais (que operam como microempresa de uma só pessoa). É uma operação que dá ao autônomo, com ou sem MEI, a condição de atuar em um espaço coletivo alugado. Como em todas as relações desta natureza a locação tem um custo negociável caso a caso. Esta modalidade de operação possui inúmeras peculiaridades que devem ser observadas para que mantenha a coerência jurídica dos contratos.

Pode ser sócio? Sim um salão pode ter mais de um sócio e um, vários, ou todos eles podem ser profissionais. O que não pode é tentar subverter a natureza do contrato. Se uma pessoa é sócia, não pode ser tratada como empregada. O que está definido no contrato social precisa ser cumprido integralmente na prática. Há várias decisões dos TRTs(Tribunais Regionais do Trabalho)  que, comprovada a tentativa de distorcer a natureza de estrutura societária, reconhecem o vínculo empregatício. Então os profissionais podem sim constituir quadro societário. O que não pode é utilizar a participação societária para camuflar uma relação de trabalho na qual está caracterizada a subordinação.

Como em qualquer situação humana, há muitos profissionais verdadeiramente autônomos que tentam comprovar vínculo e, também, muitos empresários que tentam negar o vínculo quando ele efetivamente existe. Discussões destas tentativas de distorcer a realidade são diárias nos tribunais.

Os TRTs não decidem igualmente sobre causas semelhantes, mas ao chegar ao TST, provada a autonomia, as decisões têm sido coerentes com a real natureza da relação.

A regra é clara, mas também depende de clareza na manutenção dos relacionamentos. Observar ou não esta linha de raciocínio é uma questão de decisão individual sobre o risco que se quer assumir sobre uma operação, que, na modelagem atual, frequentemente é pouco ou nada lucrativa.

10 ações para aumentar a receita do seu salão de beleza

mar 9, 2015   //   by admin   //   Blog  //  Comentários desativados em 10 ações para aumentar a receita do seu salão de beleza

Ações devem vir em função de uma análise que se faz previamente sobre tudo que diz respeito ao negócio, desde as intenções do proprietário, até as reais condições de satisfazer de forma adequada as necessidades do cliente. Depois disto sim, há inúmeras ações que podem ser desenvolvidas, como as 10 exemplificadas a seguir.

  1. Verificar a taxa de retenção e atuar: qual o percentual de clientes que estão voltando para o salão. Taxas baixas precisam ter suas causas identificadas e corrigidas. A partir de 70% a taxa de retenção pode  considerada, para a realidade nacional, excelente.
  2. Oferecer serviços gratuitos de forma direcionada: oferecer serviços “para os clientes experimentarem o salão” junto a empresas, condomínios, escolas, na sua proximidade. Serviços como diagnóstico, lavado especial e hidratação podem ser desenvolvidos em conjunto com fornecedores. Outra forma de utilizar esta mesma ação é oferendo para os clientes(portanto pessoas que já frequentam o salão) serviços que nunca utilizaram.
  3. Oferecer alguma reciprocidade para clientes que indicam novos clientes: é uma dinâmica bastante simples e ainda pouco utilizada. O salão pode oferecer serviços específicos ou presentes que não sejam serviços.
  4. Realizar lançamento de serviço direcionado e divulgar intensamente através dos sites de relacionamento.
  5. Definir e oferecer combos – oferecer um combinado de serviços e produtos pode trazer um excelente incremento de receita.
  6. Definir uma estratégia de preços: este é um dos principais pontos a serem observados pela grande massa dos salões de beleza. Poucos salões possuem estratégia de preços de serviços de beleza no Brasil. Não se trata de diminuir, nem de aumentar preços e sim de estudar a melhor forma de estabelecer os preços por categoria de serviços.
  7. Contratar um vendedor de serviços e produtos do salão – todo o negócio precisa de vendedores, inclusive um salão de beleza do século XXI. O vendedor pode também ser utilizado como vendedor interno para prestar suporte aos profissionais e clientes na venda dos produtos indicados.
  8. Implantar uma das modalidades de programa de fidelidade – hoje há dezenas de programas disponíveis. Pesquise e adote aquela que for a mais indicada para o seu caso. Desde os programas “faça 10 e ganhe 1” até os programas mais sofisticados, “por pontos” são excelentes práticas para reter clientes e aumentar o faturamento.
  9. Apresentar o que você faz: milhares de salões não apresentam aos seus clientes os trabalhos que realizam. Muitas vezes falta uma simples relação, imagine então um “Menu de Serviços”, “Carta de Serviços” , ou algo parecido. Também é impressionante ver o número de televisores em Salões de Beleza que passam o tempo inteiro apresentando serviços e produtos “dos outros”. Quadros, displays, televisores e outros deveriam apresentar e vender concentradamente principalmente serviços, mas também os produtos do salão.
  10. Desenvolver estratégias de vendas com os princípios de Marketing Direto, seja de forma física, ou através da Internet e suas diferentes ferramentas(inclusive redes sociais). Isto vai muito além de fazer postagens no Facebook. Antes é fundamental ter objetivos claros para desenhar uma estratégia que tenha consistência, respeitando as características do seu público-alvo e do seu salão.

Também é fundamental medir resultados para poder compreender o que pode ser melhorado ou ajustado e, finalmente, saber que não se faz uma ação e para. São várias ações de forma continuada que dão consistência ao incremento de negócios de forma sustentada e permanente. Estas são 10 dentre as mais de 100, possibilidades.

Esta lista poderia se chamar de 10 ações para:

  1. Aumentar a  receita do seu salão;
  2. Aumentar o faturamento do seu salão;
  3. Aumentar a receita de um salão;
  4. Aumentar o faturamento de um salão;.
  5. Aumentar as vendas do seu salão;
  6. Aumentar as vendas de um salão.

O  que interessa não é o nome da lista, mas as ações que vão ser desenvolvidas. Sucesso!

Páginas:12»